Cintilografia de Esvaziamento Esofágico

A Cintilografia de Trânsito Esofágico é um método não invasivo e quantitativo utilizado na avaliação diagnóstica e acompanhamento de alterações da motilidade esofágica, as quais podem se manifestar isoladamente ou associadas a lesões anatômicas.
A escolha do estudo diagnóstico depende inicialmente do sintoma referido pelo paciente. Os exames iniciais têm o objetivo de detectar lesões anatômicas (tomografia, endoscopia) ou motoras (manometria). A cintilografia de trânsito esofágico está indicada quando esses métodos não são diagnósticos ou quando existe a necessidade de avaliação quantitativa da resposta terapêutica.

>> Principais Indicações Clínicas

-> Acalásia: alta sensibilidade diagnóstica, além de determinar a eficácia da terapia;
-> Espasmo esofágico difuso;
-> Esôfago em quebra-nozes;
-> Esclerodermia;
-> Distúrbio motor inespecífico.

>> Contra-Indicações

-> Esse estudo depende da colaboração do paciente e não é indicado para crianças ou adultos que não obedecem ao comando verbal.
-> Exame não recomendado para mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez.

>> Efeitos Colaterais

-> Nenhum descrito na literatura.

>> Como Solicitar

-> Cintilografia para estudo de Trânsito Esofágico (Líquidos) – Código TUSS: 40702073 / Código SUS: 02.08.02.005-5
-> Cintilografia para estudos de Trânsito Esofágico (Semissólido) – Código TUSS: 40702081 / Código SUS: 02.08.02.006-3
* Favor incluir o CID, hipótese diagnóstica e/ou indicação do exame.

>> Radiofármaco Utilizado

-> [99mTc]-colóide – marcador radioativo não absorvível pelo trato gastrointestinal.

>> Preparo

-> Jejum de 4 a 6 horas.

>> Descrição do Procedimento

-> O paciente será recebido pelo setor Recepção, onde deverá providenciar os documentos previamente relacionados para criação ou atualização da ficha cadastral, bem como ler e assinar o termo de consentimento livre e esclarecido para a realização do exame.
-> O paciente receberá um crachá de identificação e será encaminhado ao setor técnico para início do procedimento.
-> O estudo inicia-se com a aquisição de sequência rápida de imagens na incidência anterior de tórax após a deglutição do radiofármaco misturado em líquidos ou semissólidos.
-> A interpretação do estudo deve contemplar análise visual (qualitativa), para o diagnóstico de anormalidades severas de motilidade e a análise quantitativa, recomendada para detecção de alterações menores.
-> O trânsito esofágico pode ser quantificado calculando-se o tempo de trânsito esofágico total e regional, com curvas de tempo x atividade ou com quantificação de atividade residual no esôfago após várias deglutições.

>> Considerações Finais

-> Embora a cintilografia de trânsito possa mostrar os achados característicos em algumas dessas doenças, o padrão de trânsito lentificado é frequentemente inespecífico para a etiologia.
-> A sensibilidade da cintilografia na detecção de anormalidade de motilidade não parece ser aceitável para excluir a doença (33 a 75%), talvez com excepção da acalásia (90%).

>> Referências Bibliográficas

1. Maurer AH, Parkman HP. Update on Gastrointstinal Scintigraphy. Semin Nucl Med 2006; 36:110-118.
2. ACR –SNM – SPR practice parameter for the performance of Gastrointestinal Scintigraphy. Amended 2014 (Resolution 39).

Dra. Ana Claudia Moreira Neves Papa
CRM 85.516
Médica Nuclear 

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