Terapias com Radioisótopos

Atualidades e Novas Perspectivas

 

Com considerável crescimento na última década, a Medicina Nuclear tem contribuído no tratamento e controle de diversas doenças, de natureza benigna ou maligna, por meio de isótopos emissores de partículas radioativas beta e alfa.

Seu uso é indicado tanto para pacientes adultos como para pacientes pediátricos, dentro de indicações precisas e tem papel destacado há muito tempo nas doenças tireoidianas pelo uso do iodo radioativo, sendo indicado no tratamento do hipertireoidismo e do câncer bem diferenciado de tireoide, tanto localizado quanto metastático.

É útil no tratamento de tumores de linhagem neuroendócrina e neuroectodérmica com o uso de análogos de somatostatina radiomarcados (177Lutécio – Octreotato) ou pelo uso da metaiodobenzilguanidina radiomarcada (131I-MIBG), onde temos como exemplo de tumores tratados com estes radiofármacos os tumores neuroendócrinos gastroenteropancreáticos, tumores neuroendócrinos broncopulmonares, feocromocitomas e neuroblastomas.

Tem participação no tratamento de doenças articulares através da radiosinoviortese, como no caso de artropatias do hemofílico, entre outras. Nestes casos, está disponível no Brasil a hidroxiapatita marcada com 90Ytrium (Zevalin®).

Pacientes com câncer de próstata metastático resistente a castração, hoje, possuem uma alternativa terapêutica que é o Rádio – 223 (Xofigo®). O tratamento consiste no uso de isótopos emissores de partículas alfa com melhora da qualidade de vida e ganho na sobrevida destes pacientes. Nessa mesma situação, um novo fármaco, o 177Lu – PSMA-617, tem se mostrado promissor no tratamento de metástases viscerais.

Outras terapias com anticorpos radiomarcados tem sido utilizadas em países europeus no tratamento de linfoma de célula B, com ibritumomab tiuxetan marcado com 90Ytrium (Zevalin®) em pacientes refratários ao tratamento convencional.

Os tratamentos com radioisótopos podem ser realizados de forma ambulatorial ou, em outros casos, necessitam de internação por um ou mais dias e raramente excedem 3 dias. São tratamentos no geral bastante seguros e que, quando bem indicados, propiciam significativos ganhos para o paciente. O médico indicado para a avaliação dos pacientes antes destes tratamentos e para aplicação e condução dos mesmos é o médico nuclear para que se extraia o máximo possível de benefícios.

Abaixo segue a listagem das diferentes terapias, clique na opção desejada para fazer o dowload;