Julho Amarelo: Câncer Ósseo

O mês de julho, denominado Julho Amarelo, foi escolhido para conscientizar a população sobre o câncer ósseo e a importância do diagnóstico precoce para um tratamento mais rápido e efetivo, já que a doença não pode ser prevenida. O diagnóstico precoce aumenta em duas ou três vezes a chance de cura em comparação com um paciente que descobre tardiamente, pois é possível determinar o melhor tratamento (cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou uma combinação delas). A Medicina Nuclear conta com dois exames que identificam as metástases câncer ósseo, antes das alterações anatômicas, ou seja, antes que elas estejam visíveis. Conheça:

O primeiro deles é a Cintilografia Óssea que tem como objetivo diagnosticar uma fratura, quando ela não pode ser vista no raio X. Além disso, o exame pode diagnosticar também infecção óssea (osteomielite) e distúrbios metabólicos, como osteomalacia, hiperparatiroidismo primário, osteoporose, síndrome de dor regional complexa e doença de Paget. Esta técnica permite detectar lesões com até quatro meses de antecipação em relação à radiografia simples. O exame também permite saber se a doença se disseminou para outros ossos, e avaliar o dano causado no osso acometido.

A quantidade de radioatividade utilizada é baixa, não oferecendo risco para o paciente ou para pessoas próximas.

O PET/CT, por sua vez, é um exame que utiliza traçadores (radiofármacos) que são captados pelas células cancerígenas. Com isso, o PET/CT consegue localizar os sítios de concentração do câncer, pela incidência do radiofármaco no organismo.

Neste exame, injeta-se um radiofármaco na veia do paciente, que se concentra nas lesões tumorais, localizando os focos de metástases. Uma análise do corpo inteiro é realizada com alta precisão. De acordo com o médico nuclear e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, George Barberio Coura Filho – responsável clínico da Dimen SP (www.dimen.com.br), o PET scan pode ajudar a diagnosticar se a doença evoluiu para determinar qual o melhor tratamento para combater o câncer e garantir maior qualidade de vida ao paciente.

“Esta tecnologia nos permite conhecer a localização exata do câncer e determinar sua extensão, o que possibilita escolher o tratamento correto para o tipo de lesão”, explica o especialista.

*Fonte: O Sul

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