Cirurgias Radioguiadas

Não é apenas por meio de diagnóstico por imagem que a especialidade de medicina nuclear pode contribuir no acompanhamento médico do paciente. Outras duas áreas também estão disponíveis nos principais centros: terapia com radioisótopos e cirurgia radioguiada.

A cirurgia radioguiada, um procedimento utilizado há mais de uma década na área oncológica, corresponde a uma modalidade cirúrgica, onde a estrutura a ser removida ou biopsiada está marcada com uma substancia radioativo. Essa estrutura que se encontra radioativa será localizada por meio de um equipamento denominado Gamma Probe, uma sonda produzida especificamente para ser utilizado durante a cirurgia.

Os medicamentos utilizados podem ser injetados diretamente na estrutura a ser removida ou serem injetados por diferentes vias, caso este medicamento tenha afinidade ou transite pela estrutura que deve ser identificada.

O mais comum desses procedimentos é a biopsia do linfonodo sentinela, realizada em alguns tipos de tumores, como parte do processo deestadiamento da doença, com a vantagem de permitir uma localização precisa da estrutura (linfonodo), por meio de uma cirurgia menos invasiva/mutilante.Este procedimento é mais frequentemente utilizado nos casos de câncer de mama, melanoma maligno e câncer de orofaringe.

A metodologia também pode dar suporte nas cirurgias de algumas doenças benignas, como na ressecção de osteomaosteóide (lesão óssea) e de adenomas ou hiperplasias das glândulas paratireoides.

Geralmente, realizamos o procedimento em duas etapas. A pré-operatória, onde o paciente recebe a injeção da medicação seguida da aquisição das imagens e a segunda, durante a cirurgia.

Para o agendamento desses procedimentos é necessária comunicação prévia entre as equipes cirúrgicas e de medicina nuclear para que a programação cirúrgica seja feita adequadamente.

Esse exame tem a finalidade de localizar o gânglio sentinela. O gânglio recebe o nome de sentinela porque é o primeiro a receber a drenagem daquela região onde está localizado o tumor.
Isso não significa que ele esteja acometido pelo tumor.

Somente a análise microscópica permite afirmar se esse gânglio está acometido ou não pela doença. Caso não esteja, a chance de outros gânglios estarem doentes é muito baixa.

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